A depressão é um transtorno mental caracterizado por rebaixamento do humor e perda de interesse em atividades antes prazerosas, presente por um período mínimo de duas semanas. Os diferentes tipos de depressão se diferenciam pela frequência, intensidade e pelos momentos em que os sintomas aparecem.
Causas
A depressão surge da interação de quatro fatores principais — genético (histórico familiar), eventos estressores (perdas, negligência na infância, abuso, privação de sono), substâncias tóxicas (álcool, drogas, alimentos inflamatórios ou medicamentos) e alterações cerebrais (diminuição das conexões neurais, alterações de neurotransmissores).
Diagnóstico
É clínico e depende da avaliação de um médico psiquiatra ou psicólogo, considerando os sintomas relatados e a história pessoal e familiar.
Sintomas
Humor: tristeza, diminuição do prazer e do interesse, ansiedade.
Físicos: alteração de peso não intencional, distúrbios do sono, fadiga, diminuição da libido.
Pensamentos e sentimentos: culpa e sentimento de inutilidade permanentes, dificuldade de concentração, desesperança, autocrítica, pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
Sociais: insatisfação nos relacionamentos, isolamento social, falta de vontade de interagir.
Tratamento e prevenção
O tratamento pode ser feito por psicoterapia, acompanhamento medicamentoso com psiquiatra, ou pela combinação dos dois. A prevenção passa por psicoterapia, exercícios físicos regulares e atividades de lazer.
A conduta médica busca, por meio do diagnóstico, o alívio dos sintomas com um plano medicamentoso. Já na psicoterapia analítica, o alívio da dor se dá pelo enfrentamento: é através do processo terapêutico que a pessoa ganha forças para entrar em sua própria depressão e enfrentar seus medos e sofrimentos.
Os símbolos e imagens que aparecem no estado depressivo são importantes para esse processo. Não existe um padrão fixo de símbolos para cada transtorno, cada pessoa manifesta seus sintomas de um jeito diferente, e é isso que torna a psicoterapia tão necessária nesse tratamento, já que o modelo médico não alcança essa dimensão simbólica da psique.
Referência: American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).