A ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura, ligada a percepções do ambiente e a memórias que ativam sistemas específicos do cérebro. Vem acompanhada de tensão muscular e vigilância, preparando o corpo para um perigo que ainda não chegou, e costuma gerar comportamentos de cautela ou esquiva.
Componentes cognitivos
Pensamentos de apreensão sobre um desfecho ruim, sensação de tensão e insegurança, dificuldade de concentração, sensações de estranheza, desrealização e despersonalização.
Componentes somáticos
Hiperatividade do sistema nervoso (taquicardia, falta de ar, dor abdominal, arrepios, ondas de calor), hiperventilação, tontura, tensão muscular, tremores, inquietação, insônia, e uma vivência subjetiva de desconforto.
Quando vira transtorno
Os transtornos de ansiedade reúnem quadros que compartilham medo e ansiedade excessivos, junto de perturbações comportamentais relacionadas, considerados transtorno quando o nível de ansiedade é desproporcional à situação e persiste além do período esperado.
Sintomas
Preocupações e medos exagerados, sensação constante de que algo ruim vai acontecer, preocupação excessiva com saúde, dinheiro, família ou trabalho, medo extremo de algum objeto ou situação específica, medo de ser humilhado publicamente, pensamentos que se repetem sem controle, e um pavor que permanece depois de uma situação difícil.
Tratamento e prevenção
Psicoterapia, acompanhamento medicamentoso ou a combinação dos dois. Na prevenção, ajudam a psicoterapia, exercícios físicos diários, alimentação balanceada, cuidado com o sono, técnicas de relaxamento e arte-terapia.
A ansiedade, antes de se tornar um transtorno, é uma reação natural e saudável do nosso corpo diante de algo que exige preparo para lutar ou fugir. No processo ansioso, a pessoa deixa de estar no presente, antecipando um problema como se fosse acontecer em poucos minutos.
Na psicoterapia analítica, a ansiedade pode ser entendida como o desejo por algo que falta, ou o desejo de se livrar do que está gerando desconforto. Perguntar-se “o que estou ansiando?” e “por que estou ansiando?” pode levar a uma profundidade maior: a ansiedade como sinal, e também como possibilidade de autoconhecimento.
Referência: American Psychiatric Association. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).